A manutenção preventiva é a disciplina de fazer manutenção antes que algo quebre. Em vez de esperar uma bomba falhar, a equipe presta serviço em cadência regular (a cada 90 dias, a cada 500 horas de operação, etc.) para que a falha não aconteça — ou ao menos aconteça muito menos vezes.
O oposto é a manutenção corretiva (também chamada reativa): consertar coisas só depois que quebram. A maioria das equipes faz uma mistura das duas. A meta de uma operação madura é inclinar a balança para o trabalho preventivo, porque o trabalho planejado é mais rápido, mais barato e mais seguro do que reparos de emergência.
Gatilhos comuns de PM
- Por tempo: a cada 7 dias, a cada mês, a cada ano.
- Por uso: a cada 500 horas de operação, a cada 10.000 ciclos, a cada 50.000 km.
- Por condição: quando uma leitura de sensor cruza um limite (vibração, temperatura, qualidade do óleo).
Como é um programa de PM na prática
Para cada ativo, a equipe define:
- Quais PMs se aplicam (lubrificação, calibração, inspeção, troca de peças).
- A cadência de cada um.
- O procedimento a ser seguido durante o PM.
- As peças que podem ser necessárias.
Um CMMS gera então as ordens de serviço automaticamente quando cada PM vence, e a equipe executa como trabalho planejado — não como emergência.
Como o cumprimento de PM é medido
A métrica mais comum é o percentual de cumprimento de PM: a porcentagem de PMs programados concluídos dentro do prazo. Um programa saudável opera acima de 90%. Equipes que caem abaixo de 70% normalmente veem as taxas de quebra e os custos de emergência dispararem.